Um caso de extrema gravidade e forte impacto emocional tomou conta do município de Andorinha e ganhou grande repercussão nas redes sociais nesta quinta-feira (29). Ângela Bispo do Nascimento, de 33 anos, moradora do distrito de Riacho Seco, na zona rural da cidade, morreu dentro do Conjunto Penal de Juazeiro, poucas horas após ter sido presa.
Os acontecimentos começaram na quarta-feira (28), quando Ângela apresentou um surto psicológico severo. Durante o episódio, ela atacou os próprios filhos. O menino, de 10 anos, foi atingido por golpes de faca e precisou ser socorrido em estado grave, sendo transferido para Petrolina, onde passou por procedimento cirúrgico e segue em recuperação. A filha mais nova, uma bebê de apenas sete meses, também teria sido alvo da mãe, mas sobreviveu graças à rápida intervenção de familiares.
Após o ataque, Ângela foi detida e levada ao sistema prisional. Menos de 24 horas depois, ela foi encontrada sem vida dentro da cela. A principal linha de investigação aponta para suicídio, mas as circunstâncias da morte ainda serão apuradas oficialmente pelas autoridades.
A tragédia provocou forte reação nas redes sociais, onde usuários levantam questionamentos sobre a condução do caso. Muitos criticam o fato de uma mulher em evidente sofrimento mental, após um surto grave, ter sido encaminhada a um presídio, e não a uma unidade especializada em atendimento psiquiátrico. O episódio reacende o debate sobre saúde mental, sistema prisional e a forma como o poder público lida com situações extremas envolvendo transtornos psicológicos.





