A homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval 2026, feita pela escola de samba Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí, passou do campo cultural para o jurídico. O enredo exaltando a trajetória do presidente motivou representações na Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a alegação de possível propaganda eleitoral antecipada.
O Partido Liberal (PL) acionou a Justiça pedindo apuração, argumentando que o desfile teria ultrapassado o caráter artístico e assumido contornos de promoção política em ano pré-eleitoral. Parlamentares também levaram questionamentos ao Tribunal de Contas da União (TCU), citando possível uso indevido de recursos públicos.
Aliados do presidente negam irregularidades e sustentam que a homenagem foi uma iniciativa cultural da escola, amparada pela liberdade de expressão. O caso reacende o debate sobre os limites entre manifestação artística e campanha política, tema que pode ganhar peso à medida que o calendário eleitoral avança.





