Uma declaração do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, provocou forte repercussão no meio político baiano nesta quarta-feira. Ao comentar o fato de o governador Jerônimo Rodrigues contar atualmente com o apoio de quase 90% dos prefeitos do estado, Neto afirmou que o resultado de uma eleição é definido pelo povo — e não pelo número de gestores municipais alinhados a um projeto.
“Com todo o respeito aos prefeitos, quem resolve a eleição é o povo. Quero apoio do povo, das pessoas. Respeitando as autoridades locais, não vou municipalizar a eleição. Essa coisa de ter 300 prefeitos muda nada, representa nada”, declarou.
A fala foi interpretada por diversos prefeitos como um gesto de desprestígio às lideranças locais. Nos bastidores, aliados e até gestores que ainda mantêm diálogo com o grupo político de ACM Neto avaliaram que o tom adotado foi inadequado, especialmente em um estado onde a força municipal costuma ter peso relevante nas disputas majoritárias.
Prefeitos ressaltam que são responsáveis por organizar palanques, mobilizar bases e lidar diretamente com as demandas da população em seus municípios. A leitura entre parte dos gestores é de que minimizar o apoio de centenas de prefeitos pode dificultar articulações e alianças com vistas às eleições de 2026.





